quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Edutec2009

Lendo pelo twitter, reencontro dos idos 1996, de redeiris, Jesús Salinas, professor e pesquisador da UIB ( Universidad de las Isles Baleares, de Malhorca, Spain.
Em 1999, por lá estive tratando da diferença da literatura brasileira. Naquela época iniciáva-me no entender as possibilidades de se planejar a educação virtual, Jesús Salinas já administrava bem toda a relação de tecnologias e educação.
Nunca conversei com ele, apenas o conheço de leituras e diálogos solitários de algumas pesquisas que fez.

Deixo aqui a apresentação deste colega na Edutec, em Manaus esta semana.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Teorias do curriculo

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Quem escolhe é quem aprende

“O ser humano não consome ‘mídia digital’ ou ‘tradicional’. Ele escolhe a informação de maior valor para ele (…) e busca a informação onde o suporte for melhor” Walter Lima


Por que todos evoluiram, menos os educadores? Ou melhor alguns muitos educadores?


Não importa a mìdia que fornece a educação para quem deseja aprender.

domingo, 6 de setembro de 2009

Curtas da Petrobras


Repensar
Revi um velho vídeo no Youtube, queria passar para meus alunos, mas acho que vão pirar!Deixei um curta metragem para eles(alunos assistirem no final de semana), no fórum café, em dois cursos diferentes, interessante os diálogos que se criaram, do tipo que relações se estabelecem pela Internet, é possível amar, encontrar outro ser, amigos, podemos acreditar nas pessoas que conhecemos pela Internet???? e por aí foi!


Mas ficou claro , no café, que as pessoas estão sós num dos momentos de maior possibilidade de comunicação e interação real já vividos na história de homens e mulheres.Quem quiser aproveitar e ver o curta que eu indiquei para meus alunos online, vejam aqui:

Chama-se "Nosso livro"

Ficha técnica:O Nosso Livro
Gênero Ficção
Diretor Claudia Rabelo Lopes, Luciana AlcarazElenco Bárbara Montes Claros, Marcos Caruso, Regina Sampaio, Vera Holtz, Zé Alex
Ano 2005
Duração 15 min
Cor Colorido
Bitola vídeo
País Brasil

sábado, 5 de setembro de 2009

Problemas na Educação


O mais irônico de tudo estará no fato de que mesmo com dados alarmantes do padecimento do Ensino Superior, os dados ficarão e os problemas piorarão, mesmo que estes dados já nos indiquem os melhores caminhos para a solução do problema.
É notória a necessidade de professores com a formação necessária para o melhor desenvolvimento do Ensino Superior dado que a atividade produtiva desde os finais do século passado passou a depender de conhecimentos, e os profissionais, cada vez mais necessitam de do operar desenvolverem o senso crítico, pensante, aberto ao novo e ao aprender a fazer, preparado para agir e se adaptar rapidamente às mudanças dessa nova sociedade-econômica.
Como tudo se relaciona e sabemos que se preserva algo a partir da falta de conhecimento por muitos das fundamentações sociais, políticas e econômicas da sociedade; houve-se um discurso criado por interesses maiores de que professores com alta formação não são necessários para o bom desenvolvimento de uma sociedade que padece de uma das maiores doenças que é a falta da visão de como se adquire o melhor caminho para o desenvolvimento de uma sociedade do conhecimento, já que a informação pela informação nem mesmo alimenta a alma, pois é desprovida da possibilidade de refletir, gerir, conceituar, pensar autônomo, fazer uso coerente do que se refletiu, finalmente, aprender para poder aprender a fazer.
Devido, talvez, à falta do entendimento de que o simples diploma não mais significaria a garantia de um emprego, posto que a empregabilidade em nossa sociedade relaciona-se à qualificação pessoal que está diretamente relacionada à boa formação dos jovens quanto à capacidade de tomar decisões, do aprender a se adaptar a novas situações, ou seja, saber aprender com o novo, conviver com as incertezas que sempre marcaram a sociedade, a competência de comunicar-se tanto por escrito quanto oralmente e, acima de tudo, entender o que é trabalhar em equipe que de certo modo rompe com as hierarquias tais como a conhecemos até hoje.
A interpretação incorreta das novas necessidades gerou a criação de uma formação superior desigual. Para formarmos jovens profissionais com tais competências é necessário entre outros fatores formadores com tal visão e realização de competência. Em
Santos (2004, p. 140) encontramos:
"Nos países democráticos, a indução da crise esteve relacionada com esta última razão, sobretudo a partir da década de 1980, quando o neoliberalismo se impôs como modelo global do capitalismo. Nos países que neste período passaram da ditadura à democracia, a eliminação da primeira razão (controlo político de autonomia) foi frequentemente invocada para justificar a bondade da segunda (criação de um mercado de serviços universitários). Nestes países, a afirmação da autonomia das universidades foi de par com a privatização do ensino superior e o aprofundamento da crise financeira das universidades públicas. Tratou-se de uma autonomia precária e até falsa: porque obrigou as universidades a procurar novas dependências bem mais onerosas que a dependência do Estado e porque a concessão de autonomia ficou sujeita a controlos remotos estritamente calibrados pelos Ministérios das Finanças e da Educação. Assim, da passagem da ditadura para a democracia correram, por debaixo das manifestas rupturas, insuspeitadas continuidades. A indução da crise institucional por via da crise financeira, acentuada nos últimos vinte anos, é um fenômeno estrutural decorrente da perda de prioridade da universidade pública entre os bens públicos produzidos pelo Estado. O facto de a crise institucional ter tido como motivo próximo a crise financeira não significa que as suas causas se reduzam a esta. Pelo contrário, há que perguntar pelas causas da própria crise financeira. A análise destas revelará que a prevalência da crise institucional foi o resultado de nela se terem condensado o agravamento das duas outras crises, a de hegemonia e a de legitimidade."

E, com certa prepotência, acrescentaria a crise da elite formada. Parece absurdo, mas é vivencial que ser Doutor no Brasil acaba por gerar ofensa oculta àqueles que vivem os corredores, bancos, tablados, banheiros, copas das Instituições Educacionais do Ensino Superior. Criam-se, até mesmo, discursos que se tentam legitimar com a falsa idéia de que um pesquisador nada sabe para estar a mediar, a propor, a encaminhar com jovens que deverão romper os muros do claustro e entender uma sociedade em mudança.

Lógico está que o título acadêmico não é fim em si mesmo, mas é a intenção atestada pelos próprios pares de que aquele mediador que o obteve tem o direito à pesquisa, às leituras diferenciadas dos problemas, da formação, do currículo que deverá formar jovens não com emprego, mas criadores de emprego.

Drucker (1997) entendia que "os principais grupos sociais da sociedade do conhecimento serão os 'trabalhadores do conhecimento"'. Neste sentido, serão pessoas capazes de alocar conhecimentos para incrementar a produtividade e gerar o que tanto se almeja: inovação.

A educação no século XXI estará atrelada ao desenvolvimento da capacidade intelectual dos estudantes a princípios éticos, de compreensão e de solidariedade humana (DELORS, 2000; MORIN, 2000a, 2000b,UNESCO, 1999) . A educação deve desejar preparar jovens futuros profissionais para lidar com mudanças e diversidades tecnológicas, econômicas e culturais, fomentando qualidades como iniciativa, atitude e adaptabilidade.

A universidade ou formação superior, neste contexto, tem seu papel reavaliado e ampliado. Segundo a Unesco, o "moderno desenvolvimento de recursos humanos implica não somente uma necessidade de perícia em profissionalismo avançado, mas também de consciência nos assuntos culturais, de meio ambiente e social envolvidos".

Para que isso ocorra o ensino superior deverá reforçar seus papéis, deverá dar "maior ênfase para o desenvolvimento pessoal dos estudantes, juntamente com a preparação de sua vida profissional" e um dos potenciais mediadores deste pensamento é o professor com formação para tal.
Os dados atestam o descaso à mediação:



Fonte da Figura: Revista Época nº 590


Algumas leituas importantes, mesmo que não tão novas em datas:




DRUCKER, Peter. Sociedade pós-capitalista. 6. ed. São Paulo : Pioneira, 1997.


DELORS, Jacques. (0rg.). Educação: um tesouro a descobrir: relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. 4. ed. São Paulo : Cortez, 2000. p. 11, p.19-32.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2. ed. São Paulo : Cortez, 2000.


MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: reformar a reforma , reforçar o pensamento. Rio de Janeiro : Bertrand Brasil, 2000.


Revista Época nº 590.


SANTOS, Boaventura de Sousa. A UNIVERSIDADE NO SÉCULO XXI: Para uma Reforma Democrática e Emancipatóriada Universidade, Brasília, no dia 5 de Abril de 2004, no âmbito do
Calendário Oficial de Debates sobre a Reforma Universitária do Ministério da Educação do Brasil,
sendo Ministro o Dr. Tarso Genro. Este é um texto de intervenção num debate e como tal deve ser lido e discutido, disponível em:
http://www.fpce.up.pt/ciie/revistaesc/ESC23/23-Boaventura.pdf .
UNESCO. Política de mudança e desenvolvimento no ensino superior. Rio de Janeiro : Garamond, 1999.