sexta-feira, 6 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O lado bom da Caxumba

Hoje consegui sentar e ler um pouco, mesmo sem muita concentração. Fazia dias que não acessava o mundo e a vida e resolvi dar uma olhada no Twitter. Como sempre repleto de informações das melhores, pois apenas olho e seleciono aquilo que me interessa, encontrei entre várias twitadas a da @soniabertocchi, trazendo sobre o meebo 





Mais uma união de ferramentas fantástica de chat talk que associa todas as contas que você permite para conectar você a qualquer outra ferramenta (gmail, facebook, twitter, icq, yahoo, myspace etc. Achei muito interessante e fiz minha adesão para verificar, estou fazendo isto também com o Google Wave.


Mesmo achando que a grande graça de todos estes miniblogs e interfaces virtuais estejam na magia das palavras escritas e com isto o registro em memória flsh de nossas vidas e histórias culturais para milhões de anos Luz, um pouco de prosa particular ao meio do universo, às vezes pode ser engraçado;-)


Gostei da experiência e provavelmente somente a fiz por estar hoje com caxumba e no repouso do lar!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Caxumba e Reflexão

Recebi da Neli a mensagem abaixo e lembrei que citei na minha tese a Innovate, que nascera aproximadamente na mesma época que a e-curriculum (não custa lembrar que a revista foi fruto de uma pesquisa de doutorado em Educação: Currículo da PUCSP), e o mais incrível é que em 2007 eu já alertava ao fato de que não se pode abandonar a ciência a pouca consciência de nossos realizadores.



Top 5 Jornais Internacionais sobre Aprendizagem Mediada por Computador

Com base em critérios como popularidade, importância e prestígio, o artigo Journals for Computer-Mediated Learning: Publications of Value for the Online Educator aponta os cinco principais jornais acadêmicos na Área de Aprendizagem Mediada por Computador (computer-mediated learning, e traz uma lista completa com as 46 publicações, todas peer-reviewed, que foram avaliadas no estudo.

Apesar das limitações do estudo apontadas pelos próprios autores, essa lista de jornais acadêmicos será extremame nte útil aos pesquisadores e estudiosos da Área.

A
Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância é citada pelos autores no final do artigo, em "limitações do estudo", por ser uma das publicações internacionais que não publicam há mais de um ano, tendo, dessa forma, ficado de fora do escopo da pesquisa.

Os 5 jornais mais pontuados foram:
The International Review of Research in Open and Distance Learning
Journal for Asynchronous Learning Networks
eLearning Papers
Innovate: Journal of Online Education
American Journal of Distance Education


Fonte: http://webparaeducadores.blogspot.com/2009/11/top-5-jornais-sobre-aprendizagem.html

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

google wave

Interessante ferramente, assim como no inicio de gmail, precisávamos ser convidados, este tb, uma excelente e rápida explicação inicial:



Sua funcionabilidade:



Vou aguardar alguém me habilitar para poder experimentar! Mas parece ser ótimo, isso lá parece.

sábado, 10 de outubro de 2009

Em 2005

Li no twitter hoje um bela dica postada pela @filhadarosa de como instalar no Moodle o GTalk , muito fácil e prático.
Divirto-me com o Moodle desde os idos 2003, e isto me fez lembrar de quando trabalhava no COGEAE da PUCSP no curso de extensão EAD na Prática, como professora semipresencial. Foram anos de tratar com respeito a educação virtual, professoras e coordenadoras encaravam na raça, na crença, na utopia, na teoria as metodologias que um curso de ensino superior deve ter.
Realizavamos tudo, colaborativamente. Produzíamos cada turma estimuladas pelo processo de ensino e aprendizagem, envolviamo-nos plenamente, anos bons de real educação para todos os atores ali envolvidos.
Um dos fóruns que criamos para debatermos sobre a inclusão digital na época era aberto a partir da reflexão do vídeo:




Lembro-me que os alunos-aprendentes, sujeitos ativos e, portanto, interativos coo deve-se exigir em educação digital trocavam as mais impressionantes articulações a respetio da proposta da mídia.

Ano passado, numa experiência frustante, na qual disponibilizei um laboratório digial de práticas educativas no Moodle para professores do local onde trabalho, um professor disse-me que o vídeo era ofensivo.

Gerações diferentes, necessidades adversas, contradições ou ...outras necessidades?

Digo outras necessidades pois em 2005 ainda falávamos em alfabetização digital, como se fosse o grande marco a ser tratado na aplicação das tecnologias digitais aplicadas à educação presencial.

Porém sabemos hoje que para além da alfabetização digital temos de desenvolver competências digitais para o uso consciente e crítico das TIC, já que seu uso relaciona-se diretamente ao pensamento crítico e lógico no que tange o tratar as informações de alto nível e da plena comunicação.

Que competências devem ser trabalhadas com nossos professores para o desenvolvimento das TIC no processo de ensino aprendizagem?

O Informe de Estandares das Competências em TIC para docentes da UNESCO  (Londres, 08/01/2008, fonte: Eduteka), nos remete a idéia de que o docente é a aquele que desempenha o papel mais importante en na tarefa de ajudar os estudantes a adquirir as capacidades de desenvolver-se plenamente para as necessidades do mundo digital.

Escolas e salas de aula devem contar com docentes que possuam as competencias e os recursos necessários em TIC.

E projeto que se desenvolve hoje em vários países da Europa e da América Latina assume três dimensões com o sentido evolutivo, desde as noções básicas de TIC, passando pela construção do conhecimento e a geração do conhecimento.


Numa leitura rápida em uma das  8 competências definidas n Lei Orgánica da Educação da LOE espanhola temos que a informação e a competência digital,

En síntesis, el tratamiento de la información y la competencia digital implican ser una persona autónoma, eficaz, responsable, crítica y reflexiva al seleccionar, tratar y utilizar la información y sus fuentes, así como las distintas herramientas tecnológicas, también tener una actitud crítica y reflexiva en la valoración de la información disponible, contrastándola cuando es necesario, y respetar las normas de conducta”.

Tais competências não se desenvolvem  em meses, há pesquisas internacionais, mostrando-nos que para desenvolvermos um professor preparado para o uso significativo das TIC em sala de aula são necessários em média 5 anos.



Mudanças bem-vindas

A apresentação de Jordi Adell da Universitat Jaume I, en Valencia, vale a pena ser vista, mesmo com 1:30min de duração.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Edutec2009

Lendo pelo twitter, reencontro dos idos 1996, de redeiris, Jesús Salinas, professor e pesquisador da UIB ( Universidad de las Isles Baleares, de Malhorca, Spain.
Em 1999, por lá estive tratando da diferença da literatura brasileira. Naquela época iniciáva-me no entender as possibilidades de se planejar a educação virtual, Jesús Salinas já administrava bem toda a relação de tecnologias e educação.
Nunca conversei com ele, apenas o conheço de leituras e diálogos solitários de algumas pesquisas que fez.

Deixo aqui a apresentação deste colega na Edutec, em Manaus esta semana.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Teorias do curriculo

Check out this SlideShare Presentation:

Quem escolhe é quem aprende

“O ser humano não consome ‘mídia digital’ ou ‘tradicional’. Ele escolhe a informação de maior valor para ele (…) e busca a informação onde o suporte for melhor” Walter Lima


Por que todos evoluiram, menos os educadores? Ou melhor alguns muitos educadores?


Não importa a mìdia que fornece a educação para quem deseja aprender.

domingo, 6 de setembro de 2009

Curtas da Petrobras


Repensar
Revi um velho vídeo no Youtube, queria passar para meus alunos, mas acho que vão pirar!Deixei um curta metragem para eles(alunos assistirem no final de semana), no fórum café, em dois cursos diferentes, interessante os diálogos que se criaram, do tipo que relações se estabelecem pela Internet, é possível amar, encontrar outro ser, amigos, podemos acreditar nas pessoas que conhecemos pela Internet???? e por aí foi!


Mas ficou claro , no café, que as pessoas estão sós num dos momentos de maior possibilidade de comunicação e interação real já vividos na história de homens e mulheres.Quem quiser aproveitar e ver o curta que eu indiquei para meus alunos online, vejam aqui:

Chama-se "Nosso livro"

Ficha técnica:O Nosso Livro
Gênero Ficção
Diretor Claudia Rabelo Lopes, Luciana AlcarazElenco Bárbara Montes Claros, Marcos Caruso, Regina Sampaio, Vera Holtz, Zé Alex
Ano 2005
Duração 15 min
Cor Colorido
Bitola vídeo
País Brasil

sábado, 5 de setembro de 2009

Problemas na Educação


O mais irônico de tudo estará no fato de que mesmo com dados alarmantes do padecimento do Ensino Superior, os dados ficarão e os problemas piorarão, mesmo que estes dados já nos indiquem os melhores caminhos para a solução do problema.
É notória a necessidade de professores com a formação necessária para o melhor desenvolvimento do Ensino Superior dado que a atividade produtiva desde os finais do século passado passou a depender de conhecimentos, e os profissionais, cada vez mais necessitam de do operar desenvolverem o senso crítico, pensante, aberto ao novo e ao aprender a fazer, preparado para agir e se adaptar rapidamente às mudanças dessa nova sociedade-econômica.
Como tudo se relaciona e sabemos que se preserva algo a partir da falta de conhecimento por muitos das fundamentações sociais, políticas e econômicas da sociedade; houve-se um discurso criado por interesses maiores de que professores com alta formação não são necessários para o bom desenvolvimento de uma sociedade que padece de uma das maiores doenças que é a falta da visão de como se adquire o melhor caminho para o desenvolvimento de uma sociedade do conhecimento, já que a informação pela informação nem mesmo alimenta a alma, pois é desprovida da possibilidade de refletir, gerir, conceituar, pensar autônomo, fazer uso coerente do que se refletiu, finalmente, aprender para poder aprender a fazer.
Devido, talvez, à falta do entendimento de que o simples diploma não mais significaria a garantia de um emprego, posto que a empregabilidade em nossa sociedade relaciona-se à qualificação pessoal que está diretamente relacionada à boa formação dos jovens quanto à capacidade de tomar decisões, do aprender a se adaptar a novas situações, ou seja, saber aprender com o novo, conviver com as incertezas que sempre marcaram a sociedade, a competência de comunicar-se tanto por escrito quanto oralmente e, acima de tudo, entender o que é trabalhar em equipe que de certo modo rompe com as hierarquias tais como a conhecemos até hoje.
A interpretação incorreta das novas necessidades gerou a criação de uma formação superior desigual. Para formarmos jovens profissionais com tais competências é necessário entre outros fatores formadores com tal visão e realização de competência. Em
Santos (2004, p. 140) encontramos:
"Nos países democráticos, a indução da crise esteve relacionada com esta última razão, sobretudo a partir da década de 1980, quando o neoliberalismo se impôs como modelo global do capitalismo. Nos países que neste período passaram da ditadura à democracia, a eliminação da primeira razão (controlo político de autonomia) foi frequentemente invocada para justificar a bondade da segunda (criação de um mercado de serviços universitários). Nestes países, a afirmação da autonomia das universidades foi de par com a privatização do ensino superior e o aprofundamento da crise financeira das universidades públicas. Tratou-se de uma autonomia precária e até falsa: porque obrigou as universidades a procurar novas dependências bem mais onerosas que a dependência do Estado e porque a concessão de autonomia ficou sujeita a controlos remotos estritamente calibrados pelos Ministérios das Finanças e da Educação. Assim, da passagem da ditadura para a democracia correram, por debaixo das manifestas rupturas, insuspeitadas continuidades. A indução da crise institucional por via da crise financeira, acentuada nos últimos vinte anos, é um fenômeno estrutural decorrente da perda de prioridade da universidade pública entre os bens públicos produzidos pelo Estado. O facto de a crise institucional ter tido como motivo próximo a crise financeira não significa que as suas causas se reduzam a esta. Pelo contrário, há que perguntar pelas causas da própria crise financeira. A análise destas revelará que a prevalência da crise institucional foi o resultado de nela se terem condensado o agravamento das duas outras crises, a de hegemonia e a de legitimidade."

E, com certa prepotência, acrescentaria a crise da elite formada. Parece absurdo, mas é vivencial que ser Doutor no Brasil acaba por gerar ofensa oculta àqueles que vivem os corredores, bancos, tablados, banheiros, copas das Instituições Educacionais do Ensino Superior. Criam-se, até mesmo, discursos que se tentam legitimar com a falsa idéia de que um pesquisador nada sabe para estar a mediar, a propor, a encaminhar com jovens que deverão romper os muros do claustro e entender uma sociedade em mudança.

Lógico está que o título acadêmico não é fim em si mesmo, mas é a intenção atestada pelos próprios pares de que aquele mediador que o obteve tem o direito à pesquisa, às leituras diferenciadas dos problemas, da formação, do currículo que deverá formar jovens não com emprego, mas criadores de emprego.

Drucker (1997) entendia que "os principais grupos sociais da sociedade do conhecimento serão os 'trabalhadores do conhecimento"'. Neste sentido, serão pessoas capazes de alocar conhecimentos para incrementar a produtividade e gerar o que tanto se almeja: inovação.

A educação no século XXI estará atrelada ao desenvolvimento da capacidade intelectual dos estudantes a princípios éticos, de compreensão e de solidariedade humana (DELORS, 2000; MORIN, 2000a, 2000b,UNESCO, 1999) . A educação deve desejar preparar jovens futuros profissionais para lidar com mudanças e diversidades tecnológicas, econômicas e culturais, fomentando qualidades como iniciativa, atitude e adaptabilidade.

A universidade ou formação superior, neste contexto, tem seu papel reavaliado e ampliado. Segundo a Unesco, o "moderno desenvolvimento de recursos humanos implica não somente uma necessidade de perícia em profissionalismo avançado, mas também de consciência nos assuntos culturais, de meio ambiente e social envolvidos".

Para que isso ocorra o ensino superior deverá reforçar seus papéis, deverá dar "maior ênfase para o desenvolvimento pessoal dos estudantes, juntamente com a preparação de sua vida profissional" e um dos potenciais mediadores deste pensamento é o professor com formação para tal.
Os dados atestam o descaso à mediação:



Fonte da Figura: Revista Época nº 590


Algumas leituas importantes, mesmo que não tão novas em datas:




DRUCKER, Peter. Sociedade pós-capitalista. 6. ed. São Paulo : Pioneira, 1997.


DELORS, Jacques. (0rg.). Educação: um tesouro a descobrir: relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. 4. ed. São Paulo : Cortez, 2000. p. 11, p.19-32.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2. ed. São Paulo : Cortez, 2000.


MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: reformar a reforma , reforçar o pensamento. Rio de Janeiro : Bertrand Brasil, 2000.


Revista Época nº 590.


SANTOS, Boaventura de Sousa. A UNIVERSIDADE NO SÉCULO XXI: Para uma Reforma Democrática e Emancipatóriada Universidade, Brasília, no dia 5 de Abril de 2004, no âmbito do
Calendário Oficial de Debates sobre a Reforma Universitária do Ministério da Educação do Brasil,
sendo Ministro o Dr. Tarso Genro. Este é um texto de intervenção num debate e como tal deve ser lido e discutido, disponível em:
http://www.fpce.up.pt/ciie/revistaesc/ESC23/23-Boaventura.pdf .
UNESCO. Política de mudança e desenvolvimento no ensino superior. Rio de Janeiro : Garamond, 1999.